Relações temáticas ou estilísticas de semelhança ou oposição entre textos literários:
de diferentes autores; de diferentes gêneros; ou de diferentes épocas.
1. Leia o texto abaixo para responder à questão seguinte:
Só é literatura quando incomoda
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora, tenho observado um fenômeno desconcertante acometer a literatura nacional: o processo de politização obediente dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a impressão de que a nossa produção literária cortou o cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno, gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E, sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante. Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram compreender o poder da literatura na formação política e social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas, de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas e gnomos. [...]
Fonte: G1 – epcar - Cpcar 2018. Disponível em: <http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/>.
Jana Lauxen, ao utilizar a expressão metafórica "genro que a mamãe pediu a Deus", comparando-a à Literatura de nosso tempo, esclareceu que essa literatura é, para ela:
a. provocativa e reflexiva.
b. desconcertante e relevante.
c. inofensiva e obediente.
d. reflexiva e desconstrutiva.
e. inovadora e autoritária.
=> A reclamação de Jana Lauxen se concentra justamente no fato de a Literatura de nosso tempo ser obediente e inofensiva, pois não incomoda, não faz repensar, não desconstrói ou bagunça nem fala de questões relevantes e polêmicas da sociedade.
Leia os dois textos abaixo para responder às questões seguintes:
Geração Canguru
(Gilberto Dimenstein)
Ao mapear novas tendências de consumo no Brasil, publicitários acreditam ter detectado a "Geração Canguru".
São jovens bem-sucedidos profissionalmente, têm entre 25 e 30 anos de idade e vivem na casa dos pais. O interesse neles é óbvio: compõem um nicho de consumidores com alto poder aquisitivo.
Ainda na "bolsa" da mãe, eles mostram que mudaram as fronteiras entre o jovem e o adulto. Até pouquíssimo tempo atrás, um marmanjão de 30 anos enfiado na casa dos pais seria visto como uma anomalia, suspeito de algum desequilíbrio emocional que retardou seu crescimento.
O efeito "canguru" revela que pais e filhos estão mutuamente mais compreensivos e tolerantes, capazes
de lidar com suas diferenças. Para quem se lembra dos conflitos familiares do passado, marcados pelo choque de gerações, os "cangurus" até sugerem um grau de civilidade. Não é tão simples assim.
Estudos de publicitários divulgados nas últimas semanas indicam um lado tumultuado – e nem um pouco saudável – dessa relação familiar. Por trás das frias estatísticas sobre tendência do mercado, a pergunta que aparece é a seguinte: até que ponto os brasileiros mais ricos estão paparicando a tal ponto seus filhos que produzem indivíduos com baixa autonomia?
Ao investigar uma amostra de 1.500 mães e filhos, no Rio e em São Paulo, a TNS InterScience concluiu
que 82% das crianças e dos adolescentes influenciam fortemente as compras das famílias. A pressão é especialmente intensa nas classes A e B, cujas crianças, segundo os pesquisadores, empregam cada vez mais a estratégia das birras públicas para ganhar, na marra, o objeto de desejo.
Com medo das birras, as mães tentam, segundo a pesquisa, driblar os filhos e não os levar às compras,
especialmente nos supermercados, mas, muitas vezes, acabam cedendo. Os responsáveis pelo levantamento da InterScience atribuem parte do problema ao sentimento de culpa. Isso porque, devido ao excesso de trabalho, os pais ficam muito tempo longe de casa e querem compensar a ausência com presentes.
Uma pesquisa encomendada pelo Núcleo Jovem da Abril detectou que muitos dos novos consumidores vivem uma ansiedade tamanha que nem sequer usufruem o que levam para casa. Já estão esperando
o produto que vai sair. É ninfomania consumista. Jovens relataram que nunca usaram, nem mesmo uma
vez, roupas que adquiriram. Aposentam aparelhos eletrodomésticos comprados recentemente porque já
estariam defasados.
Psicólogos suspeitam que essa atitude seja uma fuga para aplacar a ansiedade e a carência provocadas,
em parte, pela falta de limite. Imaginando-se modernos, pais tentam ser amigos de seus filhos e, assim, desfaz-se a obrigação de dizer não e enfrentar o conflito. O resultado é, no final, uma desconfiança, explicitada pelos entrevistados, ainda maior em relação aos adultos.
Outro estudo, desta vez patrocinado pela MTV, detectou um início de tendência entre os jovens de insatisfação diante de pais extremamente permissivos. Estão demandando adultos mais pais do que amigos. Para complicar ainda mais a insegurança das crianças e dos adolescentes, a violência nas grandes cidades leva os pais, compreensivelmente, a pilotar os filhos pelas madrugadas, para saber se não sofreram uma violência. Brincar nas ruas está desaparecendo da paisagem urbana, ajudando a formar seres obesos, presos ao computador.
Há pencas de estudo mostrando como a brincadeira, dessas em que nos sujamos e ralamos o joelho na árvore, ajuda a desenvolver a criatividade, o senso de autonomia e de cooperação. É um espaço de estímulo à imaginação.
Todos sabemos como é difícil alguém prosperar com autonomia se não souber lidar com a frustração. Muito se estuda sobre a importância da resiliência – a capacidade de levar tombos e levantar como um elemento educativo fundamental.
Professores contam, cada vez mais, como os alunos não têm paciência de construir o conhecimento e
desistem logo quando as tarefas se complicam um pouco. Por isso, entre outras razões, os alunos decepcionam-se rapidamente na faculdade, que exige mais foco em poucos assuntos.
Os educadores alertam que muitos jovens têm dificuldade de postergar o prazer e buscam a realização
imediata dos desejos; respondem exatamente ao bombardeamento publicitário, inclusive na ingestão de álcool, como vamos testemunhar, mais uma vez, nas propagandas de cerveja neste verão. Daí o risco de termos "cangurus", que fiquem cada vez mais na bolsa (e no bolso) dos pais.
P.S. – Em todos esses anos lidando com educação comunitária, posso assegurar que uma das melhores
coisas que as escolas de elite pode fazer por seus alunos é estimulá-los ao empreendedorismo social. É um notável treino para enfrentar desafios. Enfrentam-se em asilos, creches e favelas os limites e as carências.
Conheci casos e mais casos de alunos problemáticos que mudaram sua cabeça ao desenvolver uma ação
comunitária e passaram, até mesmo, a valorizar o aprendizado curricular.
Fonte: Folha de São Paulo. Geração Canguru. Gilberto Dimenstein Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/
colunas/gd121205.htm>
Leia, com atenção, o poema de Paulo Leminski abaixo selecionado:
Caprichos & Relaxos
Paulo Leminski, 1983
Quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência
vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência
vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito
vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito
então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência
2. (UFJF 2012 - Adaptado) Após a leitura comparativa dos dois textos acima, o que o poema de Paulo Leminski representa em relação ao primeiro texto?
Ao se comparar os dois textos acima, verifica-se que:
a. Os dois textos mantêm relação entre si no plano da forma, pois são poemas.
b. Os dois textos são de gêneros textuais diferentes e possuem temas diferentes.
c. O poema, texto literário, motiva o leitor a se tornar um jovem da geração canguru.
d. Os dois textos não possuem nenhum tipo de relação, pois são de autores diferentes.
e. Embora sejam de autores diferentes, há relações entre os dois textos quanto ao conteúdo.
=> O primeiro é um texto jornalístico que fala dos jovens de mais de vinte anos que ainda moram com os pais. O segundo texto também aborda essa mesma temática, mas de maneira literária, sob a forma de poema.
3. Como se chama a leitura comparativa possível de ser realizada entre dois textos de diferentes épocas, a exemplo dos dois textos acima?
a. Intertextualidade
b. Ironia
c. Poesia
d. Crônica
e. Metáfora
=> Intertextualidade é a relação, o "diálogo" que se dá entre dois textos. Quando textos diferentes tratam de um mesmo assunto, podendo se estabelecer uma comparação entre eles, temos a intertextualidade.
4. Com base na leitura dos dois textos, imagine que você é um jovem que não quer ser enquadrado na
"geração canguru". Desse modo, produza um texto semelhante ao de Leminski, mas troque o início do texto por: "Quando eu tiver 20 anos". Escreva cerca de dez versos, dizendo o que esse jovem de 20 anos necessita para não ser enquadrado na "geração canguru."
Resposta pessoal.
Dica: É importante que no seu texto você fale sobre o que fazer para não ser um jovem da "geração canguru". Por exemplo, para não precisar morar com os pais, o jovem precisa ser independente financeiramente (ter um trabalho, emprego...) e a vontade de formar uma nova família.
Leia o texto abaixo, de Jacques Fux, para responder às questões que seguem.
Literatura e Matemática
Letras e números costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de pensamento e linguagens completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva, no entanto, foi muitas vezes recusada pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas.
A utilização da matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e rigores, mas também através da apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de ordem lógica. Nenhuma leitura é única: o texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática pode, também, potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras possíveis a partir de regras ou restrições.
Muitas passagens de Alice no País das Maravilhas e Alice através do espelho, de Lewis Carroll, estão repletas de enigmas e problemas que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar Allan Poe é outro escritor a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica matemática como instrumento para a resolução dos enigmas propostos.
Explorar as relações entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade do
encontro de todas as ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da literatura comparada e das ficções e romances de diversos autores que beberam (e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas e matemáticas.
Fonte: Dom Total (adaptado). Disponível em: <https://domtotal.com/noticia/1363494/2019/06/o-uso-da-matematica-logica-ecomputacao-na-literatura/>. Acesso em: 28 de maio de 2020.
5. (Fatec 2017) No texto, entende-se que:
a. O substantivo literatura, no primeiro parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois se refere à produção escrita informal.
b. O verbo dizer, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois há um substantivo que
possui voz ativa.
c. O substantivo matemática, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois as incógnitas
são representadas por letras gregas.
d. O advérbio exaustivamente, no terceiro parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois está relacionado ao cansaço dos escritores.
e. O verbo beber, no quarto parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois remete ao sentido de absorver intelectualmente.
=> O verbo "beber" NÃO foi empregado com o sentido denotativo (literal) de ingerir bebida, mas sim no sentido de absorver, apreender. Logo, está no sentido conotativo (figurado).
6. (Fatec 2017) Segundo o texto, pode-se afirmar que:
a. A separação entre Literatura e Matemática tem origem no romantismo grego.
b. A separação entre Literatura e Matemática é necessária, pois a lógica só está presente em uma delas.
c. A relação entre Literatura e Matemática prejudica os leitores, por apresentar problemas e enigmas.
d. A relação entre Literatura e Matemática só é possível quando as letras e os números são vistos como
símbolos opostos.
e. A relação entre Literatura e Matemática faz com que as produções artísticas se apresentem de maneira integrada e produtiva.
=> Segundo o texto, a relação entre Literatura e Matemática é positiva, pois a Matemática pode potencializar o texto, tornando as obras mais integradas e produtivas.
Observe o trecho: "a Literatura valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas".
Leia o texto abaixo para responder as duas questões seguintes.
Felicidade Clandestina
Clarice Lispector
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. (...) Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. (...)
Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina, devia nos odiar, nós que
éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E,
completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. (...)
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico.
No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta
calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. (...) E assim continuou. Quanto
tempo? Não sei. (...) Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. (...)
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa.
Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas.
A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu.
Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! (...)
Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. (...) Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. (...) Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. (...)
7. (Fatec 2015) De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar que a narradora-personagem:
a. Para conseguir um livro emprestado, mentia para a colega e fazia falsas promessas.
b. Para conseguir um livro emprestado, ia à casa da colega a fim de humilhá-la.
c. Para recuperar um livro emprestado, humilhava a colega, que não se importava.
d. Para conseguir um livro emprestado, era humilhada pela colega, porém não desistia.
e. Para recuperar um livro emprestado, procurou a mãe de uma colega, dona de livraria.
=> A narradora desejava conseguir um livro emprestado da sua colega, cujo pai era dono de livraria. Mas a colega sempre dava uma desculpa para não emprestar o livro pedido pela narradora, mesmo sem o estar lendo.
Observe o trecho: "Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia."
8. (Fatec 2015) Considerando as informações do texto, é correto afirmar que a narradora-personagem possuía:
a. O desejo de ler, mas não tinha condições de comprar o livro de Monteiro Lobato.
b. O livro de Monteiro Lobato, mas não o emprestava para suas amigas de colégio.
c. Uma felicidade clandestina de emprestar os livros de Monteiro Lobato à amiga.
d. Uma colega que gostava de emprestar os livros de Monteiro Lobato para ela.
e. Uma livraria com obras de diversos autores, mas preferia ler as de Monteiro Lobato.
=> A narradora se submetia às humilhações da colega porque queria muito ler o livro "As Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, mas não tinha condições de comprá-lo, como comprova o trecho:
"E, completamente acima de minhas posses."
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